quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cuzco/Perú é muita cultura...

Sacqsaywaman/Perú

Quenqo /Perú

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".

Eduardo Galeano

"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos"
Eduardo Galeano

Eduardo Galeano

O milho da pipoca somos nós: duros, quebra dentes, impróprios para comer; pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa - voltar a ser crianças!

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente.

Existem pessoas que ficam do mesmo jeito a vida inteira, são pessoas de uma mesmice e de uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que seu jeito, é o melhor jeito de ser.

Mas de repente vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Pode ser dor, perder um amor, um filho, um emprego,pode ser ficar pobre, doente, com medo, ansiedade, pânico, depressão...

Imagino que a pipoca fique na panela, e cada vez vai ficando mais quente e ela pensa que não vai aguentar, pensa que sua hora chegou, que vai morrer ...

De dentro da sua casca dura, fechada em sí mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar, a transformação está sendo preparada. A pipoca não imagina do que ela é capaz.

Aí, sem aviso, a grande transformação acontece: bum! e ela aparece uma outra coisa completamente diferente...exceto o piruá, que se mantém milho.

Simbolicamente:

O piruá, são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. o destino delas é triste. Ficarão "duras" a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão receber, nem dar alegria pra ninguem."

E então? A escolha está em suas mãos...

Que tal voltar a ser criança, criativo , espontâneo, numa grande e deliciosa pipoca?

Ou que tal se manter durão em suas idéias e medo de mudar.... pense bem!

- TEXTO BASEADO EM : IDEIAS DE RUBEM ALVES!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A segunda morte do Che

(Pedro Galvão)
As rugas já não rasgam no seu rosto
as nervuras da morte. O nó da asma
já não mais o estrangula, nem desgosto,
nem diarréia, nem vômito ou fantasma
de dor, tortura e medo. O coração
jaz em paz
jaz em paz?
já se fez pó,
o cérebro está morto – o sonho, não –
nem cadáver mais resta, agora é só
ossos, mas ossos de um guerreiro, vivo
como jamás quisieran que estuviera.
Agora que está morto é mais esquivo,
além de toda bala e toda Higuera.
Resta o sonho a matar, resta esse mito,
um c, um h, um e, morto infinito.

“We must kill him. O, we gotta kill him
anywhere, elsewhere, everywhere.
Ô gunfighters do mundo, dai um fim
à tão sinistra luz, a luz esquer-
da que assombra e, sem medo, engatilhai
Macintoshes, mirai, usai o Windows
– ó épicos satélites, rastreai
o olhar campeador (o mais ruim dos)
e os passos que não passam –, com o florete
da palavra mais livre e seus repiques
em googles e youtubes, na internet,
por CNNs e times e newsweeks,
deletai as três letras que empeçonham
os sonhos desses loucos que ainda sonham.”

“Matai, matai o morto que não morre
e está no céu
– no inferno? –,
está emboscado
nas tocaias da morte e à vida acorre
dando sangue ao terror, torvo legado.
Agora que está morto é mais difícil
matá-lo. Ele se esconde em mil obscuros
altares ou covis e sub-reptício
coleia em vossa mente, ei-lo intramuros
em vossa má-consciência, na obsessão
de vencer o vencido vencedor,
na pedra de rancor do coração.
Mas primeiro limpai todo rancor
de vossa alma. E matai esse herói torto,
matai o que não morre, morte ao morto.”

“É preciso matar sua coragem
até que reste apenas covardia.
É preciso matar o herói-miragem
até que reste apenas vilania.
É preciso matar sua beleza
até que reste apenas sua feiúra.
E até que reste apenas sua frieza
é preciso matar sua ternura.
É preciso matar sua piedade,
é preciso matar-lhe o aroma e a flor,
até que reste apenas crueldade,
até que reste apenas seu fedor.
É preciso matar sua memória
até que reste apenas sua escória.”

Nas revistas, refém, o ressuscitam
para matá-lo enfim completamente.
Mas como se, nas fotos que nos fitam
com dureza ou ternura, o olhar não mente?
Nesta foto de Korda, o camarada:
olhar campeador, encara o tempo
e conduz sua bandeira estraçalhada
na luta mais feroz, sonho irredempto.
Matar como, esse olhar, se frente à morte,
se até na última foto do Che vivo,
não há ódio nem medo ao cão e à sorte,
mas só o olhar humano, compassivo
– frente à metralhadora e ao assassino –,
de quem sabe que a morte é seu destino?


Ei-lo vivo na morte, Cid ou Che,
conduzindo a bandeira, não na aurora
mas sozinho na noite, sem mercê:
um homem, sua coragem, tempo afora.
Nenhum deus há no céu a defendê-lo
na luta além da morte, só a memória
e o peito de homens justos, só o desvelo
de guardar a grandeza de sua história.
Chegai, chegai, reuni vossa brigada
e resgatai sua áspera ternura,
até que nasça outro hombre em nossa estrada,
otro hombre raro y rico de aventura.
Na luta contra o algoz, quem o socorre?
Salvai, salvai o morto que não morre.

.

Presente a letra + que perfeita...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sempre temos alguém que admiramos demais, seja pelo caráter, inteligência,beleza enfim por qualquer motivo.

Esta mulher magnífica que é a Malu Fontes me faz crer que realmente se penso,logo eu existo e que bom existir para ver a evolução da mente humana como é o caso da mestra Malú nem pedi permissão mas eu recebo todas as semanas a coluna que ela publica no jornal A Tarde e esta em especial me tocou muito pela forma que expõe aquilo que eu penso...Tomei a liberdade de postar aqui no meu cantinho de comunicação com os meus alunos...

Malú é meio clichê mas tenho que falar..."Se todos fossem iguais a você..."

É nesta fonte de inteligência que quero beber e que meus alunos bebam também...

Parabéns Malú Fontes e muito obrigada por existir...


NA BAHIA DA TV, AS TROMBETAS DO PARAÍSO

Quem é minimamente crítico condena os anúncios publicitários ancorados na família feliz de margarina, nos quais tudo é lindo, colorido, iluminado, nunca chove e não só a família é branca e loura como os cachorros quase sempre são labradores amarelos de olhos azuis e não apenas sorriem, mas também argumentam, embora com o rabo. Ou seja, é praticamente consenso entre as pessoas normais que as famílias de propaganda de margarina só existem no intervalo comercial da TV. Coitadas das famílias de margarina. Além de condenadas à não existência, são caricaturizadas por gato e cachorro só porque seus integrantes são lindos, ricos, e nórdicos, têm cachorros que gargalham e moram na Casa Cor.

É consenso que, tratando-se de televisão, tudo parece e aparece exagerado. Há quem ache que tudo o que é veiculado na TV é mentira, até mesmo as verdades, de tão exageradas que aparecem no mundo das imagens. Outro dia, numa edição do Profissão Repórter, uma velhinha do sertão nordestino, disse que não queria dar entrevista nenhuma a Caco Barcelos, pois, segundo ela, na televisão tudo é mentira. Argumentou: mora naquele torrão há décadas e nunca viu ali um carro pegando fogo com todo mundo saindo vivo de dentro, muito menos um carro que passasse com as rodas fora do chão. Já na TV, o carro explode e não mata ninguém e alguns ainda avoam (sic).

CACIMBA - O fato é que boa parte de quem despreza as famílias de margarina o faz por seu grau de inverossimilhança, afinal, como bem fofoca a TV, nem mesmo na fantástica e bilionária mansão do golfista Tiger Woods há paz e harmonia que perdure. Pois bem, a Bahia mudou, todo mundo sabe, e as mudanças se fizeram sentir no intervalo comercial. Para quem estava cansado de tanta plasticidade estetizada na TV, a agência que divulga as mudanças promovidas pelo governo baiano não só não achou a menor graça no videozinho disseminado no Youtube, intitulado ‘eu quero morar na propaganda do Governo da Bahia’ como cada vez mais carrega nas tintas para oferecer a quem não suporta as famílias de margarina um tantão da Bahia Profunda, a dos rincões. Quem queria realidade, agora que se deleite, pois ela saiu do telejornalismo e foi fazer ninho no intervalo comercial.

Em 2009, na Bahia, a propaganda oficial na TV trouxe três personagens reais mil vezes mais felizes que o povo da margarina, com a vantagem de serem de pele e osso. Alguns mais osso que pele, é verdade. Três abençoados pelos deuses do poder empoderados de competência nas urnas. Quem não ficou assombrado com a felicidade orgástica de Dona Isabel, épica, agarrada ao cano da água da cacimba que o governo cavou para captar água da chuva? Dona Isabel ficou tão embevecida por poder beber água da chuva que viciou-se, a ponto de bebê-la a toda hora, mesmo sem sede, de tanto que gosta do produto e o acha bonito.

Quem, depois de ver Dona Enedina, alfabetizada pelo Estado aos cem anos, vai duvidar que, do ponto de vista educacional, a Bahia ainda tem problemas? Achando pouco o estrelato dado a ela na propaganda, mandaram buscá-la recentemente no interior para almoçar e passear com o governador, a primeira dama e um ministro de Estado no Palácio de Ondina. Foi objeto de matéria em todas as emissoras de TV. Finalmente, o telespectador, esse enfadado de tanta gente de margarina, se pergunta: para que um lavrador do extremo nordeste da Bahia precisa de dentes se parece ser justamente por não tê-los que escolheram um morador da zona rural de Paripiranga para ilustrar a imagem da felicidade com a luz elétrica em sua casinha?

APÓSTOLOS - Antes dessa santíssima trindade de verdade anunciar com trombetas, ao ritmo do mantra de agora tem/tem/tem (especula-se que o hit será logo substituído pelo refrão minha casa/minha Dilma), que a Bahia é um paraíso para gente real, o máximo que se via de pessoas de verdade satisfeitas na TV eram os meninos das escolas públicas que freqüentavam o elenco do programa Aprovado, em sua versão anterior. Enquanto jornais e telejornalismo mostravam o mundo acabando-se ou já acabado na rede estadual de ensino, no Aprovado só havia aluno feliz que nunca falou em dificuldade, violência escolar, falta de sala ou de professor. Mais pareciam apóstolos de tão contentes e comportados, sem uma queixa sequer, sem uma pergunta incômoda e certos de passar no filtro rigoroso das universidades públicas. Saudosos dos alunos satisfeitos do Aprovado, enojados com o povo de margarina, os telespectadores agora vão ao clímax com o contentamento das suas senhorinhas e do lavrador sem dente, todos de verdade. Sim, pois a TV é que não os inventou.

Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA.

20 de dezembro de 2009


Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."

Che Guevara

Um mundo maravilhoso

Por Elaine Tavares
Patética cena. Na plateia, de mãos dadas, a realeza. Olhos sorridentes, expressão de gozo e aquela serenidade dos saciados. No púlpito, o arrogante soberano do mundo. Recebia o Nobel da Paz e falava da necessidade da guerra. Nada poderia parecer mais cínico. Justificando a postura imperial dos Estados Unidos, Barack Obama insistia na sagrada missão que este país tem de levar a democracia ao mundo, nem que seja sob o fogo grosso. A imposição da “liberdade liberal” a todo custo, com canhões e bombas.
Grotesca cena, assistida por milhões de pessoas no mundo. Os reis, feito cortesãos, aplaudindo o imperador. E este anunciava a decisão de enviar mais tropas ao Afeganistão, mais mortes, mais destruição, mais dizimação da cultura, da vida. E os lambe-botas, assentindo, extasiados, vendo o dono do mundo, no seu terno vistoso, cuspindo balas. “A guerra é fundamental para preservar a paz...” Que o digam os estadunidenses empobrecidos, os que perderam as casas na crise imobiliária, os que ficaram sem emprego por conta da quebradeira de empresas privadas “competitivas”, os que tiveram de ver seu governo investindo um trilhão de dólares para salvar os bancos, enquanto eles mesmos tem de viver em tendas, sem saúde adequada, sem esperança. Que o digam as gentes dos EUA que observam o Nobel da paz gastar dez bilhões de dólares ao ano com a guerra no Iraque, os que vem seus filhos chegar em caixões.
A guerra dos Estados Unidos não é uma missão confiada por deus para levar boa vida às gentes. A guerra é uma imposição do capital que precisa se expandir. Quando a produção é demais e não há quem compre, é necessário criar alguma destruição para que as empresas possam ter a quem vender. Assim, destruir um país parece ser um bom negócio. Não tem nada a ver com democracia, liberdade e outros destes conceitos bonitos que os cínicos usam para enganar os incautos. O capital lambe os beiços e vai se sustentando mais um pouco, construindo países que foram arrasados pelas bombas.
A teologia que move a sede de poder dos Estados Unidos não nasceu agora, não é exclusividade do jovem imperador. Ela vem de longe na história, e nós, na América Latina, já a sentimos na pele desde quando este país decidiu roubar as terras mexicanas no início do século XIX. Desde lá, as doutrinas de guerra vem assolando nossas vidas, com invasões armadas, invenção de governos ditatoriais fantoches, invasões culturais, invasões empresariais. Tudo isso em nome do “deus” dinheiro, tudo em nome do poder.
Ontem, na entrega do cínico Nobel da Paz, o jovem imperador escrachou a doutrina. Sem pejo. “Não há paz sem a guerra!” E os poderosos – defendeu com seu nariz empinado - tem o direito de impor sua vontade ao mundo. Porque tem os canhões. Michele, vestida como uma imperatriz, deu o toque familiar, limpando tal qual uma dona de casa típica, o fato do marido sob os holofotes. A Globo terminou aí sua matéria, com um riso de admiração no rosto de Bonner e Fátima, eles próprios um casal modelo. E, nas casas, as gentes sorriram. “Quão lindo é esse homem, e quê coragem em defender a guerra!” Enquanto isso, lá longe, no Oriente Médio, as bombas seguem caindo, assim como no Afeganistão, em Honduras, na Colômbia. Mas tudo bem, são só luzes. E é natal...
A razão cínica domina o mundo. Já não há disfarces. Mas eu acredito que uma hora dessas, as gentes acordarão e, decididas, dirão: Já basta! Ou isso, ou a barbárie.
Elaine Tavares é jornalista

Fazer política é passar do sonhos às coisas, do abstrato ao concreto. A política é o trabalho efetivo do pensamento social: a política é a vida. Admitir uma quebra de continuidade entre a teoria e a prática, abandonar os realizadores a seus próprios esforços, ainda que concedendo-lhes uma cordial neutralidade, é renunciar à causa humana. A política é a própria trama da história.

a vida A história, fazem-na os homens possuídos e iluminados por uma crença superior, por uma esperança sobre-humana; os demais constituem o coro anônimo do drama.

José Carlos Mariátegui

Estudar a América Latina nos faz ver que podemos muito mas que escondemos o nosso poder no medo de lutar por causas realmente importantes...

sábado, 12 de dezembro de 2009

"A experiência é uma escola onde são caras as lições, mas em nenhuma outra os tolos podem aprender"
Benjamim Franklin
A saudade já é grande por isso vamos dividir mensagens de otimismo...


Um dia a gente aprende que...

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

Este texto é meu mestre André Gattaz (quando eu crescer quero ter esta inteligência...)RSRSRSRSRSRS quero dividir com meus filhos...
Se refere a escolha de Obama para o Nobel da Paz...

No mínimo, foi surpreendente a escolha de Obama para o Prêmio Nobel da Paz. Negativamente surpreendente. Se bastasse um punhado de belos discursos para garantir a paz mundial, esta já teria sido obtida há muito tempo. E mesmo que a prática do novo governo estadunidense correpondesse à retórica, nove meses não seriam tempo suficiente para se avaliar as reais conseqüências do “novo clima na política internacional” a que se refere o comunicado do Comitê do Nobel. Geralmente os prêmios são concedidos a indivíduos ou instituições que concretizaram algo efetivo no caminho da paz, e não apenas aos portadores de boas intenções. E ainda se estas fossem boas! A verdade é que a concessão do prêmio a Obama esconde o fato de que atualmente ele é o responsável por algumas das mais violentas guerras que ocorrem no mundo, tendo responsabilidade ainda pela omissão na solução de outros conflitos. O fato de sua personalidade ser mais decente do que a de seu antecessor não deve servir para distorcer o fato de que ele ainda é o comandante-chefe de um império belicista e unilateralista.
Na mesma semana em que recebeu o prêmio, Obama reuniu-se com seu conselho de guerra para decidir os rumos da guerra no Afeganistão. Uma das medidas que Obama irá adotar é o aumento do número de soldados no país, assim como dos “seguranças terceirizados”, responsáveis por grande parte das ações violentas contra a população civil afegã (o número destes já aumentou em 30% em relação ao início do ano). A guerra completa oito anos, e não há perspectiva de que irá terminar tão cedo. O desejo estadunidense em controlar os oleodutos daquela região e a tacanhez de sua política externa fazem do entorno do Mar Cáspio um poço sem fundo para os militares estadunidenses. A saída seria diplomática e econômica, e não militar.
Os oficiais estadunidenses também estão debatendo opções para expandir a guerra no Paquistão. A embaixada dos EUA em Islamabad, uma das maiores do mundo, vem sendo preparada para se tornar o quartel general para as “ações pontuais” realizadas pelos comandos do império. Também no Paquistão o governo estadunidense utiliza-se dos serviços de “segurança terceirizada” para “buscar e capturar terroristas” (e, na maioria das vezes, aterrorizar a poulação civil). Para simplificar, voltarei a me referir a estes soldados subcontratados pelo substantivo que melhor os caracteriza: mercenários.
No Iraque, a “retirada das tropas” proposta pelo recém-laureado presidente esconde o plano de confiar plenamente nas empresas terceirizadas de segurança para aumentar a presença militar estadunidense no país, compensando a retirada de soldados (destinada a ganhar o apoio interno, e quem sabe mesmo, algum prêmio como pacifista...). Nesse ano houve um aumento de 23% no número de mercenários trabalhando para o governo estadunidense no Iraque. Estes já respondem por aproximadamente 50% da força estadunidense no Iraque e no Afeganistão – cerca de 243.000 subcontratados com impunidade para humilhar e matar os árabes e muçulmanos.
Finalmente, na Palestina evidencia-se o maior fracasso da “nova política multilateral e pacifista” do novo presidente estadunidense. Com a recusa em condenar a selvageria israelense em Gaza ou em efetivamente impedir a contínua ocupação israelense dos territórios palestinos por meio da construção de novos assentamentos, Obama deu carta branca ao governo ultra-reacionário sionista para prosseguir seus planos de guetização e ocupação permanente da Palestina. A cada dia uma solução de compromisso torna-se mais difícil na região, e a inação do novo detentor do Prêmio Nobel é uma das maiores responsáveis pela manutenção do estado de coisas, tendo como desígnio final a total subissão e desumanização do povo palestino.
Enfim, se alguns discursos e projetos de Obama lhe garantiram o prêmio Nobel da Paz, reivindico meu Prêmio Nobel de Literatura pelas obras-primas que gostaria de escrever. E pelas postagens desse blog.

domingo, 16 de agosto de 2009

No início do século XIX, a população maranhense era composta de escravos e de sertanejos miseráveis, enquanto o poder estava nas mãos de proprietários rurais e comerciantes.

Tudo isso fez com que a revolta e a insatisfação popular se agravasse, principalmente depois que políticos conservadores tentaram aumentar os poderes dos prefeitos.

A revolta popular transformou-se em um movimento que foi capaz de mobilizar a classe marginalizada da sociedade. O início da revolta foi no dia 13 de dezembro de 1838, quando um grupo de vaqueiros liderados por Raimundo Gomes invadiu a cadeia local para libertar alguns companheiros que tinham sido presos.

Com o sucesso da invasão e ajudados pela Guarda Nacional os vaqueiros tomaram conta do lugarejo.

A Balaiada representou a luta popular contra as desigualdades e injustiças da sociedade da época (sociedade escravista).

Toda essa insatisfação e revolta uniram cada vez mais a classe marginalizada da sociedade.

A balaiada teve sua origem no confronto entre duas facções: cabanos (conservadores) e bem-te-vis (liberais). Os membros destes dois partidos pertenciam à classe alta do Maranhão.

Até 1837, o Maranhão foi governado pelos liberais (bem-te-vis); porém, com a ascensão de Araújo Lima como regente e a vitória dos conservadores no governo central do Rio de Janeiro, os conservadores (cabanos) do Maranhão conquistaram o poder e afastaram os bem-te-vis do governo.

Enquanto esses dois grupos brigavam entre si, Raimundo Gomes levava a revolta para o Piauí e em 1839 contava com a participação de Manuel Francisco dos Anjos Ferreira (fazedor de balaios – cestos de palha). Daí o nome do movimento.

Toda a agitação que a revolta causou, beneficiou os bem-te-vis, pois isso refletia de forma negativa na administração dos cabanos.

A rebelião continuava até que em julho de 1839 os balaios tomaram a vila de Caxias (segunda cidade da Província do Maranhão).

Com a gravidade da situação, bem-te-vis e cabanos começaram a se unir para dar início à repressão contra os balaios. Começaram, então, a subornar os rebeldes, com a finalidade de desmoralizar o movimento. A tática deu certo e em 1839 o governo central nomeou o coronel Luís Alves de Lima e Silva (futuro Duque de Caxias) presidente da província e comandante de todas as forças repressivas do Maranhão.

Como 1ª medida, o novo presidente pagou os atrasos aos militares, reorganizou as tropas e começou a atacar e a cercar os redutos balaios, que estavam enfraquecidos, devido às deserções e a perda do apoio passivo dos bem-te-vis.

A anistia decretada em agosto de 1840, provocou a rendição imediata de cerca de 2500 balaios. Quem resistiu foi, logo em seguida, derrotado. Estava terminada a Balaiada.

Em maio de 1841, Luís Alves de Lima e Silva fez uma avaliação positiva da sua atuação e com essa atitude dava por encerrada a sua missão

A Sabinada foi uma das menores revoltas populares no período regencial, que aconteceu na Bahia, durante os anos de 1837 a 1838.

O clima político na capital baiana ficou pior quando o Padre Feijó renunciou ao governo, e a apresentação da Lei de Interpretação do Ato Adicional. Tudo isso desagradou a classe média, representantes das oligarquias rurais e o setor militar. Eles então criaram uma república temporária, que iria governar a Bahia até que D. Pedro II alcançasse a maioridade (15 anos).

O líder dessa revolta foi o médico Francisco Sabino da Rocha Vieira (daí o nome Sabinada), que junto das tropas militares locais, expulsou as autoridades locais.
Uma importante peça foi a presença de Bento Gonçalvez, que estava preso em Salvador, por liderar a revolução farroupilha.

Mas as ações dos grupos rebeldes foram poucas, conseguiram apenas conquistar alguns quartéis. Isso facilitou a repressão do governo, comandada pelo marechal-de-campo Crisóstomo Calado, que combateu severamente os desordeiros. Francisco Sabino foi exilado na província de Mato Grosso.