sexta-feira, 8 de maio de 2009

Aula 08/05/2009

O Afeganistão hoje é um país devastado por anos de guerra, miséria e governo opressor. Antes do Talibã tomar o poder, o Afeganistão era um país tradicional onde as mulheres muitas vezes desempenhavam papéis subordinados. Mesmo assim, antes da invasão soviética em 1979, as mulheres compunham:
74 por cento de todos os professores;
40 por cento de todos os médicos;
e 30 por cento de todos os funcionários do governo.
A última Loya Jirga (conselho nacional), realizada no Afeganistão, em 1977, tinha 11 membros mulheres.
Antes dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, oficiais dos EUA opunham-se à subjugação das mulheres pelo Talibã através de reuniões com talibãs para pedir moderação, além de trabalhar com outros países, tanto bilateralmente quanto multilateralmente, para refrear os excessos do Talibã. Mais recentemente, o governo, liderado pelo presidente e a senhora Bush e o secretário de Estado Powell, vem falando duramente da necessidade de restaurar o papel adequado das mulheres na sociedade do Afeganistão.
A vida sob o Talibã
A guerra afegã contra a União Soviética e a guerra civil que se seguiu causaram a devastação do país, milhões de mortes e a fuga de outros milhões de refugiados, principalmente para o Paquistão e o Irã. No caos resultante, as condições da mulher deterioraram-se drasticamente. O Talibã tomou o poder em 1996, em parte alegando que restauraria a ordem no país. Entretanto, o regime Talibã logo começou a aplicar uma série de leis ultra-conservadoras, muitas das quais reprimiam os direitos humanos das mulheres, por exemplo:
A maioria das mulheres foi proibida de trabalhar fora de casa.
Meninas acima de oito anos não podiam receber educação.
O acesso a tratamentos médicos foi severamente restringido.
Foram aplicados um código de vestuário restritivo e atitudes brutais.
As mulheres eram proibidas de sair de suas casas a não ser que estivessem acompanhadas de um parente do sexo masculino.
Após o Talibã
Após a derrota do Talibã, em novembro de 2001, pela coalizão internacional liderada pelos EUA, a situação das mulheres afegãs começou a melhorar. As mulheres agora podem viajar com maior liberdade nas cidades e estão começando a voltar a trabalhar para o governo (como professoras nas escolas e como funcionárias dos ministérios) e para organizações internacionais e não governamentais (ONGs). Pela primeira vez em anos as mulheres têm maior acesso a estabelecimentos de saúde. E talvez o mais importante de tudo, meninos e meninas voltaram a freqüentar a escola.
O Acordo de Bonn
Em dezembro de 2001, representantes de muitas facções afegãs reuniram-se em Bonn e assinaram um acordo que afirma a importância de princípios democráticos e dos direitos humanos em suas determinações provisórias. Isso inclui a proteção dos direitos da mulher. O acordo de Bonn também estabelece que a Autoridade Provisória Afegã (AIA) governará até que seja estabelecido o Governo de Transição pela Loya Jirga de emergência em junho de 2002. Com o forte encorajamento dos Estados Unidos, duas mulheres foram indicadas para a AIA: Sima Simar, vice-presidente e ministra dos assuntos da mulher, e Suhalla Siddiqi, ministra da Saúde Pública. O Acordo de Bonn também estabelece a criação de uma comissão de 21 membros para organizar a Loya Jirga de emergência. Três mulheres foram indicadas para essa comissão e um número significativo de mulheres comparecerá a essa importante reunião de conselho nacional.
Participação política
Através de doações a ONGs, os EUA contribuíram com os esforços para ajudar as mulheres afegãs a melhorarem o ambiente dos direitos humanos das mulheres, a lidarem com as violações sistemáticas e a aumentarem sua participação no processo político. Os EUA desenvolveram programas semelhantes em Peshawar, no Paquistão, onde centenas de refugiadas afegãs receberam treinamento e formaram grupos de mulheres para lidar com a segurança e problemas de aplicação da lei. A ajuda dos EUA também permitiu a participação de mais de 500 refugiadas afegãs em uma Loya Jirga de mulheres sobre a reconstrução do Afeganistão e ajudou as delegações de mulheres afegãs a participarem de reuniões internacionais em Bonn e Bruxelas.
No início deste ano, a Agência Norte-Americana para Desenvolvimento Internacional ofereceu assistência a diversas ONGs na abertura de escritórios em Cabul. Um escritório está oferecendo treinamento vocacional para mulheres afegãs enquanto outro concentra-se em treinar refugiadas com habilidades para empregos. Esses escritórios também facilitam alianças entre grupos de direitos das mulheres afegãos e paquistaneses para ajudar refugiadas afegãs e grupos paquistaneses a lidarem com o extremismo religioso na região.
Segurança
A insegurança no Afeganistão atrapalha o processo de reconstrução. A situação no Afeganistão ainda é instável, em parte devido à situação política e militar fluida. Questões de segurança que o Afeganistão enfrenta, especialmente em áreas remotas, incluem:
Operações militares;
Minas terrestres;
Banditismo.
Para enfrentar esses desafios, o governo dos EUA estão ajudando os afegãos:
ajudando os próprios afegãos a estabelecerem a segurança em seu país;
caçando o restante dos combatentes do Talibã e da Al Qaeda;
ajudando a Força Internacional de Segurança (quando o renovação do mandato da ISAF acontecer em junho, os EUA apoiarão sua extensão até o fim deste ano);
ajudando no treinamento de um exército afegão;
contribuindo para o treinamento e equipagem da polícia afegã;
usando forças especiais e equipes de assuntos civis para ajudar comandantes locais a lidarem com questões controversas e desencorajar o conflito entre as ordens.
Enquanto isso, as mulheres continuam a ser cautelosas ao viajarem fora das cidades e muitas continuam a usar a burka (vestimenta tradicional em muitas partes do Afeganistão) quando saem de suas casas, tanto nas cidades quanto no interior.
Minas terrestres
O Afeganistão é um dos países mais afetados pelas minas terrestres no mundo. O Departamento de Estado calcula que existam quatro milhões de minas terrestres ativas no país. O número de vítimas de minas terrestres chega a aproximadamente 200 por mês. As minas terrestres:
impedem as crianças de freqüentarem escolas;
impedem a aproximação em poços artesianos;
são um obstáculo para o transporte de comércio em estradas e pontes;
impedem que a terra seja arada;
instila um trauma psicológico profundo nos indivíduos que correm riscos.
Os EUA vêm oferecendo ajuda para a retirada de minas e treinamento sobre risco de minas terrestres ao Afeganistão desde 1989; essa ajuda continuou mesmo durante os anos de governo Talibã. Desde 1993, essa ajuda totaliza a quantia de mais de US$ 28 milhões. Este ano, os EUA destinaram mais sete milhões de dólares para ajudar a retirada de minas e esforços de treinamento sobre risco de minas terrestres.
O governo dos EUA também destinaram US$ 700 mil para conduzir duas pesquisas sobre nova contaminação por minas terrestres e artefatos não desarmados e sobre a condição nacional em termos de incapacitados e feridos. Essas pesquisas ajudarão funcionários humanitários a evitar outros ferimentos em populações de refugiados e deslocados de guerra e a orientar a retirada das minas e programas de ajuda a vítimas.
Combate aos narcóticos
O Departamento de Estado destinou seis milhões de dólares do orçamento do ano fiscal de 2002 e seis milhões de dólares do orçamento do ano fiscal de 2003 para esforços de combate aos narcóticos no Afeganistão. Além disso, o Departamento pediu recursos suplementares para o combate aos narcóticos, treinamento de polícia e administração de justiça, desenvolvimento de programas e apoio para:
gerar empregos alternativos em áreas de plantação de papoula;
ajudar a erradicação da papoula do ópio;
promover programas de agricultura alternativa;
ajudar a estabelecer um escritório de coordenação de controle de drogas;
contribuir com o esforço liderado pelos alemães para oferecer treinamento, equipamento e instalações básicos para uma força nacional de polícia;
oferecer treinamento para funcionários do sistema judiciário e legal.

domingo, 19 de abril de 2009

mais atualidades

No dia 11 de setembro de 2001, três aviões norte-americanos mudaram o rumo da história. Os atentados contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nos arredores de Washington, provocaram a morte de aproximadamente 3.700 pessoas e reforçaram o cerco de preconceitos e mal-entendidos em torno da segunda maior religião do mundo: o Islã.
Todos os países muçulmanos e seus principais líderes religiosos condenaram as ações terroristas. "Matar homens, mulheres e crianças inocentes é um ato horrível que nenhuma religião monoteísta aprova e que é rejeitado por todo espírito humano são", afirmou o xeque Muhammad Sayyd Tantawi, da Universidade de Al Azhar (fundada no século 10, no Egito), a mais prestigiosa instituição teológica sunita.
Apesar disso, o saudita Ussama bin Laden, acusado de orquestrar os ataques, e defensores da confusa e frágil teoria do "choque de civilizações" anunciaram tratar-se de um embate entre o Islã e o Ocidente, como se fosse possível reduzir conceitos complexos --e, por isso, temas de divergências-- a dois campos excludentes. As tentativas de polarizar o conflito logo renderam resultados. O discurso maniqueísta do presidente George W. Bush, que anunciou uma "luta do bem contra o mal", a aprovação em Washington de leis que permitem a detenção de estrangeiros com base em critérios puramente étnicos ou religiosos e as declarações do premiê da Itália, Silvio Berlusconi, sobre a "superioridade da civilização ocidental" serviram de pretexto para ações de xenofobia e intolerância religiosa.
Nos Estados Unidos, estrangeiros confundidos com muçulmanos foram assassinados porque tinham feições árabes ou usavam turbante --entre eles, um indiano sikh e um egípcio copta (cristão). A ignorância sobre o islamismo nesse caso foi fatal. Vinte e cinco dias após os atentados, o Conselho de Relações Americano-Islâmicas já registrava 1.500 atos de hostilidade contra muçulmanos. As vítimas islâmicas dos atentados à Costa Leste norte-americana --entre 600 e 1.400, segundo estimativas-- praticamente não foram citadas. Rahma Salie, de 28 anos, grávida de sete meses, estava no vôo da American Airlines que ia de Los Angeles a Boston no dia 11. Salie morreu no atentado, e o FBI --a polícia federal dos EUA - incluiu seu nome, que soa islâmico, numa "lista de observação" de pessoas com possíveis conexões terroristas. Mais tarde, ela foi retirada da listagem, mas não antes de que vários de seus parentes tivessem sido impedidos de tomar um avião quando tentavam viajar para Boston a fim de participar das cerimônias fúnebres.
Questionado por um jornalista norte-americano sobre como se sentia ao compartilhar da religião dos terroristas que atacaram o World Trade Center, o pugilista Muhammad Ali - nome adotado por Cassius Marcelus Clay após sua conversão - respondeu: "E você, como se sente professando a mesma fé que Hitler?"
Generalizações indevidas caracterizam, na maior parte das vezes, a visão que o Ocidente tem do islamismo; e vice-versa. Supostos especialistas, que nunca estiveram nas sociedades que analisam nem jamais abriram o Alcorão, contribuem para uma interpretação quase sempre enviesada dos vários mundos muçulmanos. Quem foi a dois ou três países dessa órbita compreende que eles são bastante diversos.
O Islã não é um bloco monolítico, nem muito menos estanque. Religião predominante no Oriente Médio e em vastas porções da África e da Ásia, reúne hoje cerca de 1,3 bilhão de pessoas, de diferentes origens étnicas, culturais e sociais. São árabes, iranianos, afegãos, paquistaneses, turcos, chineses, indonésios (89% dos 204 milhões de habitantes do maior país muçulmano), africanos, europeus e americanos. Participam da Organização da Conferência Islâmica, que pretende "assegurar o progresso e o bem-estar de todos os muçulmanos do mundo", 56 Estados . A presença dos muçulmanos se faz notar cada vez mais na Europa, onde são por volta de 15 milhões, sobretudo na França (5 milhões). Nos Estados Unidos, com seus 7 milhões de muçulmanos, o Pentágono permite aos soldados jejuar no mês sagrado do Ramadã, libera os praticantes para rezar as cinco orações diárias e põe à disposição alimentos em concordância com os preceitos islâmicos.
No Brasil, muçulmanos organizaram o principal levante urbano contra a escravidão na América --a Revolta dos Malês, em 1835. Atualmente, o país possui cerca de 1,5 milhão de adeptos, muitos sem ascendência árabe.
A palavra "islamismo", ou "Islã", vem de Islam, que significa "submissão [a Deus]". A raiz (slm, em árabe) é a mesma que originou "muçulmano" (de muslim, "aquele que se submete a Deus") e salâm ("paz"). A doutrina islâmica se baseia no livro sagrado Alcorão e nos atos, ditos e ensinamentos de Muhammad 2, considerado o último mensageiro enviado por Deus. Os muçulmanos acreditam nos profetas anteriores a ele, inclusive Jesus Cristo. O islamismo não nega o judaísmo nem o cristianismo, mas se considera a religião que completa as mensagens anteriores e sela o período das profecias numa síntese final.
Os muçulmanos crêem num único Deus (Allah, termo usado também por árabes cristãos), onipotente, que criou a natureza por meio de um ato de misericórdia. Consciente da debilidade moral da humanidade, Deus enviou profetas à Terra. Adão foi o primeiro e recebeu o perdão divino --o islamismo não aceita a doutrina do pecado original.
A visão que países como França, Reino Unido e, mais recentemente, Estados Unidos apresentam do Oriente Médio --berço do Islã - muitas vezes visa referendar práticas político-econômicas de cunho colonialista. Conceitos difundidos por orientalistas, como "mentalidade árabe" e "caráter tipicamente islâmico", por exemplo, são fruto de ignorância, ingenuidade ou má-fé deliberada, além de um complexo de superioridade que está no cerne de historiografias infelizes. Essa mistificação também serve de base, com freqüência, para intervenções militares que poderiam ser evitadas com uma análise mais profunda.
A absoluta maioria das escolas da Europa e da América - Brasil incluso - não dedica nem sequer uma aula ao Islã. Quando o presidente George W. Bush deu um rosto árabe e islâmico ao terrorismo, ao incluir exclusivamente muçulmanos em sua lista de "procurados", e anunciou uma nova "cruzada", reproduziu o que Hollywood mostrava bem antes do trágico 11 de setembro. Em filmes norte-americanos como Nova York Sitiada (The Siege, em que a comunidade árabe da cidade é aprisionada em campos de concentração para evitar atentados) e centenas de outros, os muçulmanos são retratados como seres irracionais que precisam ser domesticados e podem ser facilmente exterminados.
É fato que alguns países de maioria islâmica possuem grupos extremistas, em geral com uma motivação de fundo político, especialmente a ocupação israelense de territórios palestinos, que "inspira" movimentos no mundo inteiro. Basta, porém, espelhar-se no multiculturalismo que floresceu na península Ibérica durante os quase nove séculos de influência árabe e muçulmana (a partir de 711), entre outros exemplos, para compreender que tolerância e islamismo são compatíveis.
O fundamentalismo, conceito surgido entre protestantes norte-americanos (em algumas cidades do sul dos EUA, o ensino do darwinismo ainda é proibido), e o extremismo não são exclusividade de muçulmanos. Envolvem também cristãos, judeus, hindus e budistas.
A Europa e os Estados Unidos podem optar por uma permanente paz armada, sob a égide da "justiça infinita" preconizada por Bush e da inevitável ressuscitação da Guerra Fria, ou por uma revisão completa das relações com os muçulmanos que priorize o co-desenvolvimento econômico, o respeito aos direitos humanos e a liberdade de expressão. Não se pode permitir que a globalização, a geopolítica ou o petróleo passem por cima desses pré-requisitos. Oxalá prevaleça o dito atribuído a Muhammad: "a tinta do sábio vale mais que o sangue do mártir".
Trecho extraído de : http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u338745.shtml

Dicas de exercícios

Minha galerinha,"meus filhos"estou indicando este site para treinar os seus conhecimentos pois gostei muito...http://www.vestibular1.com.br/
Eu aprovei a area de História,quando não estiverem fazendo nada e estiverem a fim de exercitar sintam-se à vontade,beijos

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mais sobre a India...
A economia da Índia é a 10º maior economia do mundo. O PIB do país, em 2007, chegou à casa dos U$800 bilhões, com um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A economia indiana é a 2ª que mais cresce no mundo. Contudo, a desigualdade social no país, ao invés de diminuir, aumenta cada vez mais. O PIB per capita da população indiana, em 2007, foi de U$2,700. A taxa de inflação foi de 5,9% ao ano em 2007.O principal responsável pelo crescimento econômico na Índia é o setor de serviços, embora seja o setor agrícola o responsável por 3 em cada 5 empregos no país. Contudo, o índice de desemprego na Índia foi de 7,2% em 2007.Os produtos agrícolas mais comuns são: arroz, trigo, algodão, chá, cana-de-açúcar, juta, sementes oleaginosas, especiarias, legumes e verduras. A criações de aves, cabras, ovelhas, búfalos e peixes também são bem comuns na Índia.O principal produto de mineração é o minério de ferro, embora sejam explorados também: carvão, diamante, cromita e asfalto natural.O setor industrial na Índia está cada vez mais diversificado. As áreas que mais se desenvolvem são as seguintes: aço, equipamentos e máquinas, cimento, alumínio, fertilizantes, têxteis, juta, biotecnologia, produtos químicos, softwares e medicamentos.A indústria cinematográfica da Índia merece destaque. O país é o que mais produz filmes anualmente. A indústria cinematográfica do país é chamada de Bollywood, em referência a cidade de Bombaím, (antiga Mumbai) e a Hollywood (berço da indústria cinematográfica norte-americana). O nome utilizado não faz jus a todas as produções de cinema da Índia, pois nem todos os filmes são produzidos em Bombaím. A economia da Índia passou a crescer após as reformas econômicas que ocorreram em 1991. Desde então, os níveis de pobreza, desnutrição e o analfabetismo históricos no país, estão diminuindo lentamente, embora permaneçam muito altos.Apesar do grande desenvolvimento econômico da Índia nos últimos anos, o governo continua gastando mais do que arrecada, o que aumenta a dívida externa do país. Além disso, o rápido crescimento da população resulta em maior necessidade de investimentos sociais, ambientais e econômicos por parte do governo. A Índia já pode ser considerada uma potência em sua região e é apontada como capaz de se tornar uma das grandes potências mundiais do século XXI.
A religiosidade
Mas nem tudo é hinduísmo na Índia. O seu maior cartão postal, o Taj Mahal, é uma construção muçulmana, um monumento ao amor, foi construido pelo rei para sua amada que morreu prematuramente. É uma das maravilhas do mundo, feito com mármore branco e ricamente decorado com pedras preciosas.
O Islamismo é fundamentado sobre a crença de que a existência humana é submissão - Islãm - e devoção a Allah, Deus onipotente. Para os muçulmanos, a sociedade humana não tem valor em si, mas o valor dado por Deus. A vida não é uma ilusão, e sim uma oportunidade de bênção ou penitência. Para guiar a humanidade, Deus deu aos homens o Corão, livro revelado através do Anjo Gabriel, ao seu mensageiro, o Profeta Maomé, por volta do ano 610 DC. Um século depois, houve a grande invasão a Sind, que hoje está fora da Índia, na região do Paquistão, onde a língua Urdu, introduzida naquela época na região, permanece até hoje. Devido a fatores políticos, o Islamismo se espalhou pelo norte e hoje temos um grande crescimento dos seguidores do Islãm por toda a Índia.
O Budismo também se faz presente, já que a Índia é a terra onde nasceu Buda, e onde tudo começou. No tempo do Imperador Ashok, o grande rei unificador da nação indiana, a maior parte se converteu ao Budismo, que alguns chamam de filosofia e não religião, pois não existe adoração a Deus e o ser humano é levado a conquistar a paz interior pelo caminho do meio, ou seja, o equilíbrio. O sofrimento é causado pelo desejo e a prática da meditação é usada para aquietar a mente e procurar atingir o Nirvana, o estado de perfeita paz. As mais impressionantes representações do Budismo da época áurea se encontram nas cavernas de Ajanta e Ellora, em Aurangabad. Esta última consiste em templos e monastérios erguidos pelos monges budistas, hinduístas e jainistas e contam a história das três religiões.
A vida do indiano é dividida em quatro fases, e essa divisão se chama Ashrama: a infância, a juventude, que é absolutamente devotada aos estudos, não existe namoro nesta fase; o tempo de se constituir família, que é pela tradição arranjada pelos pais, hábito que está caindo em desuso com os tempos modernos; e a velhice, dedicada à realização espiritual. Tal modo de vida mostra a grande importância dada ao conhecimento, e um grande número de indianos, apesar do alto índice populacional do país, e da pobreza que é conseqüencia disso, tem escolaridade e fala mais de uma língua.
Os textos de Atualidades serão sempre postados aqui...
Índia e Paquistão eram, até 1947, um só país: a Índia imperial, dominada pelos britânicos desde o século XIX. Um país grandioso, a entrada para o Oriente, com, literalmente, um oceano de possibilidades. Explorada e pilhada como é de regra com os domínios coloniais, a Índia imperial reprimia com força toda e qualquer tentativa de independência. Milhares e milhares foram mortos ao longo das décadas.Um homem, no entanto, ousou resistir. Mohandas Gandhi, chamado de Mahatma, a grande alma.Gandhi, após mais de três décadas de luta pela independência, conseguiu o seu objetivo. Em 1947, a Índia ganhou a sua liberdade, e começou a sua história como um dos poucos países democráticos naquela parte do mundo.Gandhi ganhou a independência, mas não ganhou um de seus maiores objetivos. Queria um país unido, com Hindus e Muçulmanos vivendo, trabalhando e crescendo juntos. Pregava uma democracia multicultural e multiracial. Foi vencido pelo ódio religioso.
A Índia foi partida. Os Hindus permaneceram na Índia. A grande maioria dos Muçulmanos formou o Paquistão.Hoje a Índia, de maioria Hindu, tem a segunda maior população do mundo, com mais de 1 bilhão de habitantes. Sua economia é uma das quinze primeiras e em plena ascensão. Seu governo democrático possui boas relações com gigantes como os EUA, a China, a Alemanha e o Brasil.O Paquistão, separado de sua irmã há seis décadas, hoje é um dos países mais violentos de que se tem notícia. Uma ditadura impiedosa. Foco do terrorismo. Ninho do fundamentalismo. Um país em que a grande maioria da população vive na miséria. Atrai moradores "ilustres" como Osama bin Laden.Mahatma, onde quer que esteja, deve estar vendo tudo isso e pensando que tinha razão. Mais uma vez.
A crise econômica global que assusta a todos nós na atualidade não é nova. As suas raízes estão no início dessa década, com dois eventos: a queda do setor .com e os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.Naquela época, com a sua economia fragilizada, o governo dos Estados Unidos reduziu os juros, o que é uma forma usada para se incentivar o consumo. Com juros menores, as pessoas compram e financiam mais, e a economia ganha força.Os americanos, aos milhões, tiraram proveito dos juros baixos para financiar casas e apartamentos. As suas dívidas aumentaram consideravelmente. A situação econômica era estável, e todos esperavam poder pagar os compromissos sem maiores problemas.Pois a situação econômica foi piorando, a inflação aumentou, e os juros tiveram que ser aumentados pelo governo. Os financiamentos, muitas vezes, tinham juros variáveis, fazendo com que pessoas que financiaram com juro baixo tivessem que, agora, pagar um juro mais alto.Essa situação atingiu, em especial, os consumidores "sub-prime", justamente pessoas de baixa renda, com histórico de mau pagamento e uma vida financeira instável.Essas pessoas deixaram, aos milhões, de pagar os seus empréstimos. Com isso, as financiadoras da casa própria foram atingidas. Essas financiadoras, por sua vez, não pagaram os bancos, que também foram atingidos. Logo, companhias seguradoras, outros bancos e o mercado da bolsa de valores estavam, todos, envolvidos na crise.A crise tem muitos culpados. Consumidores iludidos com a situação financeira do país e que tomaram empréstimos que não poderiam pagar. Financiadoras que cobraram juros bem maiores que os de mercado para emprestar para quem não tinha histórico de bom pagamento. O governo central, que deixou a situação rolar sem interferir.Em um mundo globalizado, consumidores, empresas, governos e mercados estão, todos, interligados. Isso pode ser para o bem ou para o mal de todos. Nesse caso, todos nós saímos prejudicados com a ganância dos bancos norte-americanos.O Brasil, por fim, perde muito com a crise. Os juros bancários aumentam, a bolsa cai, o dólar sobe e o nosso país sofre. Esperamos que nem muito e nem por muito tempo.
Por ser professora de Historia pensei neste blog como um local para postar textos e conversarmos sobre temas referentes as aulas,é meu mas a casa é sua...